Ana Catarina Silva na 1ª pessoa

O meu SVE: Seis meses de aprendizagens para toda a vida

Quando aterrei em Palermo, levava na bagagem uma enorme curiosidade e um grande entusiasmo perante a oportunidade única de viver em Itália, melhorar os meus conhecimentos de italiano, trabalhar num contexto de uma Organização Não Governamental, e ainda uma grande vontade de aproveitar ao máximo a minha experiência de Serviço Voluntário Europeu (SVE), mas na realidade estava então ainda longe de imaginar tudo aquilo que o SVE iria significar para mim.

Durante os seis meses em que estive em Itália, tive pela primeira vez a possibilidade de trabalhar com crianças, no âmbito de um projeto desenvolvido em conjunto com a outra voluntária portuguesa para ensinar direitos humanos a alunos de 4º ano numa escola primária de Palermo. Este projeto foi aquele que atravessou toda a duração do meu Serviço, e foi sem dúvida também o mais marcante de todos os projetos em que estive envolvida enquanto voluntária. O que começou por se apresentar como um desafio potencialmente difícil de conquistar – dada a barreira linguística e o facto de não ter até então tido qualquer experiência a lidar com crianças – veio a revelar-se uma das experiências mais gratificantes não só da minha estadia em Itália mas da minha vida, e abriu-me novos horizontes para possíveis atividades a desenvolver no futuro.

Por outro lado, enquanto voluntária do Serviço Voluntário Europeu pude desenvolver diversas competências, nomeadamente ao nível do trabalho em equipa, organização e gestão de tempo, além de algumas competências técnicas que fui adquirindo ou aprofundando ao longo dos seis meses. Tive ainda a oportunidade de conhecer pessoas interessantes de vários cantos da Europa, pude viajar e explorar um pouco a Sicília e Itália, e fiz amizades que serão possivelmente para toda a vida.

Por tudo isto, e tendo participado também nos programas Erasmus e Leonardo da Vinci antes de me aventurar no SVE, posso dizer com confiança que fazer voluntariado europeu é provavelmente a mais completa e mais enriquecedora de entre estas diversas experiências. Não hesitaria em repeti-la se me fosse dada essa escolha, e recomendo-a definitivamente a todos os jovens europeus que tenham vontade de explorar e descobrir um pouco mais do que existe nesta Europa a que chamamos casa.

Ana Catarina Silva

 

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